geografias

3 de outubro de 2005

Para começar...

Passado o eclipse, reflectimos sobre o início do ano escolar. No actual contexto em que a demografia manda, o desordenamento do território cresce, as catástrofes acontecem, qual o papel que uma formação superior em geografia deve ter? Duas notas. A primeira para sublinhar a importância que assume uma boa formação de base nas diferentes áreas do saber geográfico; a segunda, para reforçar a necessidade de em paralelo existir uma componente técnica e prática que valorize as aprendizagens e faça a diferença na hora de olhar o território e procurar causas. É um regresso actualizado às origens...
Rui Gama

4 Comments:

  • At 15 de novembro de 2005 às 20:52, Blogger Joao Andre Sousa said…

    A formação Superior em Geografia tem e terá que ter sempre tradução no espaço, não apenas no plano teórico, mas sim no terreno, no quotidiano das mais diversas actividades e fenómenos. Qualquer dimensão espacial, seja uma freguesia, uma região ou estado, é susceptível de ser palco dos mais diversos fenómenos verdadeiramente geográficos, sejam eles de cariz prioritariamente Humano, Físico ou ate mesmo os dois em simultâneo (o que acontece imensas vezes). O geógrafo tem uma formação que lhe permite interpretar as causas, consequências e inter relações destes fenómenos, faz todo o sentido que a voz do Geógrafo tenha fácil e directa tradução no espaço, que este não seja apenas um conselheiro, mas sim um fio de prumo, um condutor de processos, nunca se assumindo como supra sumo ou como dono do conhecimento, evidentemente. Acontece que nem sempre o Geógrafo tem a oportunidade de fazer usufruto no terreno da sua formação, esse é um dos pontos chave da problemática “Desordenamento do território”, muitas das vezes cabe por exemplo à arquitectura a determinação dos princípios de ordenação do território, facto que problematiza ainda mais a situação territorial de qualquer lugar, era como que se numa operação cirurgia quem determinasse e comandasse o processo operacional fosse o anestesista, obviamente que o anestesista tem um papel importante, mas não poderá nunca ser o único interveniente, nem o comandante de um processo tão complexo como o de uma cirurgia, apliquemos esta metáfora ao ordenamento territorial neste caso… Depois de olhar para o exterior da nossa “casa” vamos também fazer uma retrospectiva acerca do que podemos ainda melhorar na formação superior em Geografia, e constatar as carências que ainda temos dentro de “casa”. Neste momento, em minha opinião, o ensino superior na área Geografia, essencialmente em Coimbra que é a realidade que conheço mais em pormenor, tem algumas carências, tem uma falta de ligações entre o conhecimento teórico que nos é ministrado, e o contexto físico dos fenómenos estudados, pois embora a base teórica de formação de base seja relativamente vasta e equilibrada, a componente prática peca por escassez. A aplicação deste conhecimento adquirido ao longo do curso, no território pode ser vítima de falta de tacto, de desvios de interpretação por um ou outro pormenor, este conhecimento que não é devidamente consolidado com a componente prática e de criação de paralelismos constantes de conhecimento geográfico, leva a que depois se tomem decisões erradas e a que se aprenda com os erros, facto que tendo em conta que o campo de trabalho é um determinado espaço físico, convém que o erro não exista o menos possível, devido à irreversibilidade de alguns efeitos colaterais, é por isso essencial a apreensão do conhecimento e a mais breve possível correspondência do mesmo com o espaço que nos rodeia a todas as escalas. O geógrafo é tanto mais competente quanto menor for o desvio entre o conhecimento adquirido e a sua correspondência no espaço físico, o olhar do Geógrafo tem que ser assim o mais límpido possível, tem que ser um olhar transparente, precisamente porque na hora de olhar o espaço, é quando esses desvios ocorrem, tempo de reacção, complementaridade de conhecimento, capacidade de interpretação entre outros, são factores determinantes nestas circunstâncias e as decisões tem impactos de amplitudes variáveis mas quase sempre comunitárias. A formação do Geógrafo tem que ser eminentemente prática, complementada com a componente de aperfeiçoamento e enriquecimento de natureza mais teórica, isso logisticamente torna-se mais dispendioso, mas muito mais proveitoso para quem se sujeita a este método de aprendizagem, pela própria especificidade das matérias em causa claro.
    É urgente esse “…regresso actualizado às origens...”

     
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